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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

vacina contra o virus do papiloma humano(VPH)

O vírus do papiloma humano (VPH ou HPV, do inglês human papiloma virus) é um vírus que infecta os queratinócitos da pele ou mucosas, e possui mais de 200 variações diferentes. A maioria dos subtipos está associada a lesões benignas, tais como verrugas, mas certos tipos são frequentemente encontrados em determinadas neoplasias como o cancro do colo do útero, do qual se estima que sejam responsáveis por mais de 90% de todos os casos verificados.A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, sendo a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente. Estima-se que 25 a 50% da população feminina mundial esteja infectada, e que 75% das mulheres contraiam a infecção durante algum período das suas vidas. A maioria das situações não apresenta sintomas clínicos, mas algumas desenvolverão alterações que podem evoluir para cancro. O exame de rastreio para diagnóstico destas alterações é a citologia cervical ou Papanicolau. A infecção também pode ocorrer no homem, embora as manifestações clínicas sejam menos frequentes do que na mulher.As estratégias de prevenção são similares às das restantes DSTs, passando sobretudo por evitar comportamentos de risco.

Em Outubro de 2008, foi introduzido no PNV (plano nacional de vacinação) a vacina contra este vírus. Será a primeira vacina eficaz contra um vírus que se sabe ser responsável pelo desenvolvimento de cancro no colo do útero.
Esta vacina será administrada a meninas a partir dos 13 anos, e até 2011 será feita repescagem de meninas até 18 anos, é feita em 3 doses no esquema de 0-2-6 meses. Dado que está incluída no PNV a vacina é gratuita.

A vacinação é muito importante, mas não suporta todas as estirpes deste vírus pelo que regras de higiene e protecção com preservativo aquando relações sexuais não deverão ser descurados. Além disto a visita regular ao médico de família ou ao ginecologista devem fazer parte da agenda de qualquer mulher. A vacina não impede a realização de citologia pelo que deverá ser realizado anualmente ou de 3 em 3 anos de acordo com o resultado das citologias anteriores.
Para mais esclarecimentos, informe-se no seu Centro de Saúde. junto da sua equipa de família.