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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Gripe A - grávidas, grupo de risco?

As grávidas são consideradas um grupo de risco em qualquer gripe, mas não se justificam em Portugal os avisos que as autoridades de saúde britânicas fizeram a propósito do vírus H1N1, disse o pneumologista Filipe Froes, do Hospital Pulido Valente.

O consultor da Direcção-Geral da Saúde acentuou que as recomendações das autoridades sanitárias britânicas dirigidas às grávidas, entre as quais evitarem multidões e viajarem em transportes públicos, "baseiam-se numa realidade epidemiológica muito diferente".

"Neste momento, o Reino Unido tem vários focos de transmissão mantida na comunidade e as autoridades tomaram uma medida que reflecte o nível de actividade no seu país que não é de maneira nenhuma sobreponível à quase generalidade dos países europeus", esclareceu o especialista. Filipe Froes vincou que a situação britânica "é muito diferente da da maior parte dos outros países", entre os quais Portugal, onde ainda não se regista o contágio em comunidade.

No entanto, o médico sublinhou que "as grávidas são consideradas um grupo de risco quer para a gripe endémica quer para a gripe sazonal", embora a Direcção-Geral de Saúde tenha feito apenas alertas especiais para as crianças, as pessoas com mais de 65 anos e os portadores de doenças crónicas. Froes salientou que a circular sobre a vacinação gripal recomenda a administração da vacina contra a gripe às "grávidas que vão estar no decurso do segundo ou terceiro trimestre de gravidez, na época de maior actividade do vírus da gripe".

O subdirector-geral da Saúde, José Robalo, referiu na Comissão Parlamentar de Saúde na semana passada que as grávidas e as crianças só deverão receber a vacina contra a Gripe A (H1N1) em Fevereiro de 2010. O Governo vai despender 45 milhões de euros para a aquisição de três milhões de vacinas contra a Gripe A, a que corresponde seis milhões de doses, prevendo que estejam disponíveis em Janeiro, no máximo.

fonte: Público, 20.07.2009

domingo, 5 de julho de 2009

gripe A - Recomendações aos pais

Como evitar que o vírus atinja a sua família e em especial os seus filhos:

  • O vírus da gripe A pode viver durante várias horas em superfícies como torneiras ou telefones. Por isso, lavar as mãos com frequência é uma medida que ajuda a evitar esta doença. Lave as mãos do seu filho sempre que puder, e especialmente antes das refeições.
  • Mantenha também as suas mãos bem limpas antes de lidar com o seu bebé. Sempre que tossir ou espirrar, lave bem as mãos com sabonete e de preferência água morna. Esfregue os dois lados das mãos pelo menos por 15 segundos e enxague com bastante água. Caso você não tenha acesso a água e sabão na hora, ande na carteira com você um gel anti-séptico à base de álcool para as mãos, ou use lenços humedecidos. Não é aconselhável usar gel à base de álcool em crianças pequenas.
  • Evite circular com crianças pequenas em ambientes de grande aglomeração de pessoas nas áreas afetadas pela doença.
  • Mantenha as crianças longe de pessoas com gripe, seja ela qual for. Se p.ex. a avó está com tosse ou espirros, é melhor não pegar o bebé ao colo. Haverá muito tempo depois para aproveitar o netinho sem o risco de transmitir vírus.
  • Se houver alguém com suspeita de gripe A na sua família, mantenha-a em casa e siga as orientações médicas. Importante: Não mande uma criança com suspeita de gripe H1N1 para a escola.
  • Não tussa ou espirre nas suas mãos, porque elas podem ficar cobertas de vírus, que pode ser facilmente espalhado para outras pessoas. A recomendação é cobrir o nariz e a boca com papel higiênico ou lenço de papel ao espirrar ou tossir e depois deitá-los no lixo. Se não tiver um papel descartável à mão, cubra sua boca com o braço e espirre na manga. Muitos especialistas até acham esse método melhor que o papel, porque só de segurar no papel pode haver contaminação das mãos.


E se a mãe estiver com gripe H1N1, pode amamentar o bebé?

Sim, a mulher deve continuar a amamentar o bebé, porque o leite materno ajudará a criança a combater o vírus. Ela pode usar uma máscara enquanto dá o peito, se preferir, dependendo da orientação médica. Os medicamentos antivirais eventualmente usados no tratamento parecem ser seguros para o bebé, mas é melhor perguntar ao médico que acompanha o caso. Caso a criança esteja com a gripe H1N1, a amamentação é positiva, porque o leite materno a mantém hidratada e é mais fácil de digerir. Além disso, mesmo que a mãe não esteja doente, pode ter desenvolvido anticorpos contra o vírus, que vão ajudar a criança a combatê-lo.


Houve um caso na escola do meu filho. O que faço?

Em primeiro lugar, procure acalmar-se, recordando que a gripe não parece ser mais grave que uma gripe comum. Mantenha seu filho bem alimentado e bem hidratado, pois assim ele conseguirá combater melhor qualquer doença.

Fique atento e, em caso de surgir febre, tosse ou qualquer outro sintoma, ligue para a linha Saúde 24: 808 24 24 24.

Caso seu filho tenha algum problema crónico de saúde, p.ex. sensível a infecções (o que pode acontecer com prematuros), avise o pediatra sobre o caso em causa, mesmo antes de surgirem os sintomas. Mantenha-o longe de aglomerados de pessoas e capriche na amamentação, se ainda der o peito.


Qual é o tratamento? Como vou saber se é grave?

Os casos de gripe H1N1 estão a ser tratados na maioria em casa, não no hospital, a não ser que haja complicações respiratórias, doenças debilitantes ou quadros mais graves. Se seu filho estiver com suspeita de influenza A/H1N1, o médico vai pedir que o mantenha em casa - não o leve para a escola e não permita visitas, para evitar que outras pessoas sejam contagiadas.

Quanto mais novo for o bebé, maior é o nível de cuidados e atenção para que a doença não se complique. Procure deixar a sua casa e o quarto bem ventilados, com janelas abertas para o ar circular.

Atenção aos sinais de alerta de complicações:

• criança ofegante
• falta de ânimo
• febre acima de 39 graus

Se você estiver em dúvida, ligue a linha Saúde 24 ou telefone ao pediatra para mais informações.

Mulheres grávidas com suspeita de H1N1 devem procurar assistência médica, porque o tratamento pode ser mais específico.


Em qualquer caso, evite a ida a Hospitais e Centros de Saúde em caso de suspeitas de doença no seu filho ou em si. Ligue para a linha Saúde 24 (808 24 24 24) e siga o aconselhamento dado.