Made in Portugal!
As fraldas reutilizáveis da Gyzzo nasceram em Portugal e já estão a ser vendidas em Angola e Moçambique. Espanha, França e Itália são os próximos "alvos".

Ter um filho é dos momentos mais importantes na vida de um casal. Mas é também sinónimo de maiores encargos, especialmente nos primeiros anos. Desde a alimentação até à essencial fralda. Mas se nos últimos anos a "regra" era de usar e deitar fora, agora pode usá-la e... voltar a usar vezes sem conta.
É esta a proposta da Gyzzo, uma empresa nacional que nasceu há um ano e que já é um sucesso. Como surgiu a ideia? "O Nelson Castro, o meu sócio, teve uma filha. E a esposa ouvi falar de umas fraldas reutilizáveis que eram vendidas no Reino Unido. Conversámos e chegámos à conclusão que em Portugal não existia nada assim", disse Rui Marques ao Negócios.
O facto de não haver concorrência nacional levou-os a avançar. "Começámos em Setembro de 2009. Não fizemos um grande investimento, até porque não sabíamos qual iria ser a reacção do mercado. Começámos a comercializar as fraldas em Março, através de lojas de puericultura e também das farmácias".
Hoje "estamos com dificuldade em satisfazer os pedidos de todos os nossos clientes. Temos tido muitas encomendas" em Portugal, onde a empresa está prestes afirmar um acordo com uma grande superfície, como noutros mercados onde a empresa já está presente. Angola e Moçambique absorvem 30% da produção total, que tem já acertada a entrada em Espanha e potencialmente deverá avançar para França e também Itália.
Em Portugal, nasceu a ideia E é também cá que são definidas todas as características das fraldas. Desde os materiais que são utilizados até ao "design" destas, mas a produção está lá fora, na China Porquê?"A mão-de-obra é mais barata", assume Rui Marques. No entanto, e perante tamanho sucesso, a empresa tem j á planos para avançar com produção em Portugal.
Este sucesso é explicado não só pelo facto de ser um produto inovador, mas também porque em tempos de crise, os consumidores procuram reduzir ao máximo as despesas. "As fraldas não duram para sempre, podem rasgar-se, mas acreditamos que poderemos gerar uma poupança de 1.400 euros no primeiro filho. No segundo, a poupança é total", diz o sócio da Gyzzo. Cada fralda custa 16 euros. Um "pack" fica por 90 euros.
2010-09-01
Paulo Moutinho, Jornal de Negócios
As fraldas reutilizáveis da Gyzzo nasceram em Portugal e já estão a ser vendidas em Angola e Moçambique. Espanha, França e Itália são os próximos "alvos".

Ter um filho é dos momentos mais importantes na vida de um casal. Mas é também sinónimo de maiores encargos, especialmente nos primeiros anos. Desde a alimentação até à essencial fralda. Mas se nos últimos anos a "regra" era de usar e deitar fora, agora pode usá-la e... voltar a usar vezes sem conta.
É esta a proposta da Gyzzo, uma empresa nacional que nasceu há um ano e que já é um sucesso. Como surgiu a ideia? "O Nelson Castro, o meu sócio, teve uma filha. E a esposa ouvi falar de umas fraldas reutilizáveis que eram vendidas no Reino Unido. Conversámos e chegámos à conclusão que em Portugal não existia nada assim", disse Rui Marques ao Negócios.
O facto de não haver concorrência nacional levou-os a avançar. "Começámos em Setembro de 2009. Não fizemos um grande investimento, até porque não sabíamos qual iria ser a reacção do mercado. Começámos a comercializar as fraldas em Março, através de lojas de puericultura e também das farmácias".
Hoje "estamos com dificuldade em satisfazer os pedidos de todos os nossos clientes. Temos tido muitas encomendas" em Portugal, onde a empresa está prestes afirmar um acordo com uma grande superfície, como noutros mercados onde a empresa já está presente. Angola e Moçambique absorvem 30% da produção total, que tem já acertada a entrada em Espanha e potencialmente deverá avançar para França e também Itália.
Em Portugal, nasceu a ideia E é também cá que são definidas todas as características das fraldas. Desde os materiais que são utilizados até ao "design" destas, mas a produção está lá fora, na China Porquê?"A mão-de-obra é mais barata", assume Rui Marques. No entanto, e perante tamanho sucesso, a empresa tem j á planos para avançar com produção em Portugal.
Este sucesso é explicado não só pelo facto de ser um produto inovador, mas também porque em tempos de crise, os consumidores procuram reduzir ao máximo as despesas. "As fraldas não duram para sempre, podem rasgar-se, mas acreditamos que poderemos gerar uma poupança de 1.400 euros no primeiro filho. No segundo, a poupança é total", diz o sócio da Gyzzo. Cada fralda custa 16 euros. Um "pack" fica por 90 euros.
2010-09-01
Paulo Moutinho, Jornal de Negócios