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domingo, 5 de julho de 2009

gripe A - Recomendações aos pais

Como evitar que o vírus atinja a sua família e em especial os seus filhos:

  • O vírus da gripe A pode viver durante várias horas em superfícies como torneiras ou telefones. Por isso, lavar as mãos com frequência é uma medida que ajuda a evitar esta doença. Lave as mãos do seu filho sempre que puder, e especialmente antes das refeições.
  • Mantenha também as suas mãos bem limpas antes de lidar com o seu bebé. Sempre que tossir ou espirrar, lave bem as mãos com sabonete e de preferência água morna. Esfregue os dois lados das mãos pelo menos por 15 segundos e enxague com bastante água. Caso você não tenha acesso a água e sabão na hora, ande na carteira com você um gel anti-séptico à base de álcool para as mãos, ou use lenços humedecidos. Não é aconselhável usar gel à base de álcool em crianças pequenas.
  • Evite circular com crianças pequenas em ambientes de grande aglomeração de pessoas nas áreas afetadas pela doença.
  • Mantenha as crianças longe de pessoas com gripe, seja ela qual for. Se p.ex. a avó está com tosse ou espirros, é melhor não pegar o bebé ao colo. Haverá muito tempo depois para aproveitar o netinho sem o risco de transmitir vírus.
  • Se houver alguém com suspeita de gripe A na sua família, mantenha-a em casa e siga as orientações médicas. Importante: Não mande uma criança com suspeita de gripe H1N1 para a escola.
  • Não tussa ou espirre nas suas mãos, porque elas podem ficar cobertas de vírus, que pode ser facilmente espalhado para outras pessoas. A recomendação é cobrir o nariz e a boca com papel higiênico ou lenço de papel ao espirrar ou tossir e depois deitá-los no lixo. Se não tiver um papel descartável à mão, cubra sua boca com o braço e espirre na manga. Muitos especialistas até acham esse método melhor que o papel, porque só de segurar no papel pode haver contaminação das mãos.


E se a mãe estiver com gripe H1N1, pode amamentar o bebé?

Sim, a mulher deve continuar a amamentar o bebé, porque o leite materno ajudará a criança a combater o vírus. Ela pode usar uma máscara enquanto dá o peito, se preferir, dependendo da orientação médica. Os medicamentos antivirais eventualmente usados no tratamento parecem ser seguros para o bebé, mas é melhor perguntar ao médico que acompanha o caso. Caso a criança esteja com a gripe H1N1, a amamentação é positiva, porque o leite materno a mantém hidratada e é mais fácil de digerir. Além disso, mesmo que a mãe não esteja doente, pode ter desenvolvido anticorpos contra o vírus, que vão ajudar a criança a combatê-lo.


Houve um caso na escola do meu filho. O que faço?

Em primeiro lugar, procure acalmar-se, recordando que a gripe não parece ser mais grave que uma gripe comum. Mantenha seu filho bem alimentado e bem hidratado, pois assim ele conseguirá combater melhor qualquer doença.

Fique atento e, em caso de surgir febre, tosse ou qualquer outro sintoma, ligue para a linha Saúde 24: 808 24 24 24.

Caso seu filho tenha algum problema crónico de saúde, p.ex. sensível a infecções (o que pode acontecer com prematuros), avise o pediatra sobre o caso em causa, mesmo antes de surgirem os sintomas. Mantenha-o longe de aglomerados de pessoas e capriche na amamentação, se ainda der o peito.


Qual é o tratamento? Como vou saber se é grave?

Os casos de gripe H1N1 estão a ser tratados na maioria em casa, não no hospital, a não ser que haja complicações respiratórias, doenças debilitantes ou quadros mais graves. Se seu filho estiver com suspeita de influenza A/H1N1, o médico vai pedir que o mantenha em casa - não o leve para a escola e não permita visitas, para evitar que outras pessoas sejam contagiadas.

Quanto mais novo for o bebé, maior é o nível de cuidados e atenção para que a doença não se complique. Procure deixar a sua casa e o quarto bem ventilados, com janelas abertas para o ar circular.

Atenção aos sinais de alerta de complicações:

• criança ofegante
• falta de ânimo
• febre acima de 39 graus

Se você estiver em dúvida, ligue a linha Saúde 24 ou telefone ao pediatra para mais informações.

Mulheres grávidas com suspeita de H1N1 devem procurar assistência médica, porque o tratamento pode ser mais específico.


Em qualquer caso, evite a ida a Hospitais e Centros de Saúde em caso de suspeitas de doença no seu filho ou em si. Ligue para a linha Saúde 24 (808 24 24 24) e siga o aconselhamento dado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nasceu o primeiro bebé concebido após um transplante de ovário


Uma rapariga saudável de 3,6 quilos e 54 centímetros foi o final feliz da gravidez de uma mulher de 38 anos que vive em Londres e que recebeu um transplante de ovário, doado pela sua irmã gémea

Boas notícias: o parto foi ontem de cesariana, a bebé está bem e a mãe também. Mas, afinal, o que é que este bebé nascido em Londres tem de especial para ser notícia? É o primeiro a nascer após um transplante de ovário. Antes, apenas tinha sido conseguido fazer com sucesso transplantes de tecido de ovário. Na lista dos nascidos após o recurso a tecido de ovário transplantado, o primeiro também foi uma rapariga, a belga Tamara Bouanati (na foto).

A identidade da mãe deste bebé especial não foi revelada mas sabe-se que o transplante de ovário ocorreu após ter entrado na menopausa com apenas 15 anos devido a problemas nos ovários. No ano passado, esta mulher acabou assim por receber um ovário da sua irmã gémea (que já tem dois filhos). A cirurgia inédita foi levada a cabo por Sherman Silber, especialista do Centro de Infertilidade de St Louis, Missouri.

O cirurgião removeu o ovário (do tamanho de uma noz) e implantou-o na mulher que agora deu à luz, após ter conseguido unir os minúsculos vasos sanguíneos com menos de um terço de um milímetro de diâmetro e, assim, restabelecer a circulação sanguínea. Três meses depois esta mulher começou a ovular e cinco meses depois os seus níveis hormonais estavam normais.


mais em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349771

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Artigo: Prevenção da alergia no recém-nascido

Como podemos prevenir as alergias?

As doenças alérgicas têm vindo a aumentar nos últimos anos, sobretudo nas crianças.Nas famílias em que existem doentes alérgicos é frequente surgirem novos casos de alergia, pelo que é sensato aconselhar algumas medidas preventivas ou de minimização desse risco.

Então, como podemos prevenir as alergias?
Existem determinadas medidas que podem reduzir ou pelo menos tentar atrasar o aparecimento da asma brônquica e de outras doenças alérgicas, nos filhos de pais alérgicos.

Prevenção da alergia alimentar
Os alimentos podem causar reacções alérgicas graves, com risco de vida para a criança. A melhor estratégia para prevenir a alergia alimentar é evitar o contacto precoce com os alimentos.
Medidas aconselhadas para prevenir a alergia alimentar:
• Aleitamento materno durante pelo menos 4 a 6 meses;
• No caso de não ser possível o aleitamento materno, deve falar com o seu médico para dar ao seu filho um leite especial, ou seja um leite extensamente hidrolisado;
• A introdução de novos alimentos só deve ser realizada após os 6 meses;
• Os alimentos devem ser introduzidos um de cada vez para poder identificar os alimentos que causam reacção e eliminá-los;
• Entre os 6 e os 12 meses, os alimentos aconselhados são os vegetais, o arroz, a carne e a fruta;
• Entre os 12 e os 24 meses, temos o leite, o trigo, o milho, os citrinos e a soja, que devem ser introduzidos cada 15 dias ou mensalmente;
• Após os 2 anos, é possível a introdução do ovo, peixe e amendoim.
Estas medidas permitem reduzir o aparecimento de alergia alimentar e eczema nas crianças nascidas de pais com alergias.

Prevenção da alergia a inalantes
Os recém-nascidos e as crianças pequenas passam grande parte do dia a dormir.Temos que dar especial atenção ao ambiente que rodeia a criança, ou seja, a cama e o quarto de dormir. A principal causa de alergia na criança é a exposição aos ácaros do pó doméstico.
As medidas aconselhadas para evitar a exposição aos ácaros do pó doméstico, são:
• Utilização de colchões recentes (com menos de um ano);
• Colocação de coberturas anti-ácaros nos colchões e almofadas (deve falar com o seu médico assistente);
• Utilizar lençóis de algodão / não utilizar lençóis de flanela;
• Utilizar edredon ou cobertor sintético / não utilizar edredon de penas ou cobertor de lã;
• Lavagem da roupa da cama e das cobertas plásticas com água a 60ºC, cada 7 dias;
• Remover do quarto e da cama os peluches ou objectos que acumulem pó (ex: livros);
• Tirar do quarto as alcatifas ou carpetes.

Em relação ao contacto das crianças com os animais domésticos devemos:
• Desaconselhar a presença de cães e/ou gatos em casa, sobretudo nos primeiros anos de vida. Com estas medidas pretendemos que a criança não venha a desenvolver alergia a fâneros dos animais domésticos (ex. gato, cão).

Nos casos em que há cães e/ou gatos em casa:
• Não é defensável a sua remoção
• Mas, não devem permanecer no quarto de dormir da criança

Prevenção da asma
A asma tem sido associada à alergia, à exposição ao tabagismo passivo, ou seja, ao fumo do tabaco e às infecções respiratórias.O tabagismo passivo, ou seja a exposição ao fumo do tabaco é também uma causa reconhecida de doença respiratória crónica e de infecções respiratórias, na criança.

Para reduzir o risco de asma é aconselhável adoptar:
• As medidas de prevenção da alergia a inalantes (ver: medidas de prevenção de exposição aos ácaros do pó e animais domésticos);
• Evicção do tabagismo passivo;
• Mãe: não deve fumar durante a gravidez nem após o parto;
• Outros membros da família: não devem fumar em casa;
• O aleitamento materno deve ser feito nos primeiros 6 meses porque protege os bebés das infecções respiratórias, através da passagem de agentes de defesa da mãe para o filho;
• Permanência em casa / evitando os infantários até aos dois anos de idade pois também reduz o número de infecções respiratórias.

Conclusão
A instituição de medidas preventivas é o único meio disponível para inverter a tendência de aumento das doenças alérgicas. Os pais com doença alérgica e/ou asma brônquica, devem por esse motivo seguir as recomendações apresentadas.
Tendo por base os conhecimentos actuais, algumas destas recomendações devem ser generalizadas a todas as crianças, tais como a evicção da exposição ao tabagismo passivo pré e pós-natal, o encorajamento do aleitamento materno durante pelo menos 4 a 6 meses e a evicção do contacto com os animais domésticos, sobretudo nos primeiros anos de vida da criança.

Drª Paula Leiria Pinto
Apoio Institucional:
Responsabilidade e apoio científico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica spaic@spaic.pt
www.spaic.pt

domingo, 31 de agosto de 2008

O meu bebé chora porque está cheio de fome.....

É a frase que mais ouço em consulta. E quando são mamãs de primeira viagem, mais frequente se torna esta preocupação...
Os bebés são inteligentes e sábios...." se eu chorar a mamã dá colinho e maminha..." e conseguem com isto ter sempre a atenção e o mimo da sua mãe, o que é absolutamente natural.
Mas os bebés choram por vários motivos : fralda suja, cólica, fome, sede, mimo e atenção, desconforto causado por algum objecto ( roupa ou outro ), e têm no choro a sua forma de manifestar o seu descontentamento.
Depois o que eles sabem fazer bem é mamar - o reflexo de sucção é um dos que nasce com o bebé, o que faz com que ao coloca-lo á mama o bebé vá sempre mamar - daí assumpção de que o bebé está com fome.
Mas isto pode ser um revés na amamentação. E porquê?
Podemos transpor estas mamadas com curtos intervalos de tempo ( as vezes de hora a hora ) para a ideia de se estar sempre a petiscar o que leva a que não se faça uma refeição de forma conveniente.
Exemplo prático :
veio á consulta um menino lindooooo de 18 dias, mas que a mãe referia que mamava de hora a hora, uns minutitos e depois adormecia.
Primeiro pesamos e registamos peso no boletim de saúde e combinei com a mãe passados 5 dias regressar para nova avaliação de peso.
E dei um conselho: mãe vai custar, mas vai deixar o bebé chorar e de certa forma obrigá-lo a fazer um intervalo de 2 horas. Cante, passeie com ele, brinque, mas tentar que ele não mame com tanta frequencia. Verificar se ele mama mais ou menos 15 minutos em cada mama e confirmar se ele fica tranquilo - sinal de saciedade.
A mãe muito atenta levou o conselho á letra e na vinda seguinte disse-me que tinha sido um sucesso, pois o reguila fazia mamadas em condições e já por ele fazia o intervalo adequado.
Então tiramos a dúvida com nova pesagem e não é que o moçoilo aumentou 35 gr por dia... a mãe nem queria acreditar.

Por vezes este truque nem sempre resulta pois os bebés são diferentes... se por ventura não aumentasse de peso e com uma tolerancia de mais uns dias poder-se-ia ponderar a introdução de suplemento.

Sabe-se que para que haja um aumento adequado de peso o bebé deverá fazer 8 mamadas nas 24 h, pelo que um bebé mais preguiçoso deve ser acordado e um mais reguila como o anterior arranjar estrategias para que não faça da mama uma chucha.

Amamentar não é facil, por isso ás mamãs se pede paciencia e persistência para que possam dar o melhor dos alimentos aos seus filhos.
É claro que uma mãe que não possa ou não queira amamentar não é menos mãe...e como profissional de saúde não julgo as decisões tomadas, mas apoiando sempre que seja solicitada...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Artigo:Cólicas fazem sofrer recém-nascidos

Os recém-nascidos sofrem muito com as chamadas cólicas do terceiro mês. É clinicamente complicado distinguir a cólica e o choro, não raras vezes deixando os pais preocupados. Existe uma solução para este problema, mas é fundamental consultar um especialista antes de administrar qualquer tipo de fármaco ao lactente. Os pais também devem ser tranquilizados, afinal, trata-se de um problema transitório.



O que é?

A cólica, normalmente, caracteriza-se por episódios de irritabilidade, agitação e choro. Podem durar cerca de três horas por dia, surgindo três a quatro dias por semana, ao fim da tarde e noite. Afecta bebés com idades compreendidas entre os 15 dias e os 4-5 meses. Os pais, ao constatarem que o recém-nascido sofre, ficam nervosos, angustiados, ansiosos e, por vezes, sem saber o que fazer para atenuar a dor do bebé.

Quando o bebé tem cólicas apresenta um choro muito intenso, fica congestionado, ruborizado, tende a encolher as pernas, a barriga fica espástica, tem muitos gases e, por vezes, prisão de ventre.

«Para dizer que se trata de cólicas temos de excluir outras causas, por exemplo, se tem fome, ou se está desconfortável, e é importante que a mãe tenha a noção de que a criança, às vezes, chora porque quer que lhe prestem atenção», diz o Dr. Herculano Rocha, chefe de serviço de Pediatria do Hospital de D. Maria Pia, no Porto.

Além do mais, o Dr. Martins Roque, pediatra, director do Departamento de Medicina do Hospital de D. Estefânia, explica que «um recém-nascido tem o seu período de adaptação ao exterior, normalmente, com a duração de dois ou três meses. O choro está, muitas vezes, ligado à intenção do bebé chamar a atenção ou reclamar, seja contra o frio, o calor ou contra a dor. É neste fenómeno que se pode inserir a cólica, que se traduz por um choro intenso, sendo difícil sossegar a criança».

Solução

Acalmar o bebé, tranquilizar os pais Embora não haja consenso entre os especialistas em relação ao tratamento das cólicas, é importante diminuir a ansiedade da mãe, dizer-lhe que o problema é passageiro e, obviamente, acalmar o pequeno ser.

«Antes de qualquer procedimento, a mãe deve falar, acarinhar e manter uma interacção positiva com a criança, uma vez que não existem certezas sobre a causa das cólicas e, como tal, não há um tratamento adequado», salienta Herculano Rocha, prosseguindo:
«Não há medicamentos específicos para as cólicas, mas sim os que interferem na motilidade intestinal, ou medicamentos como o Aero-om, que tendem a diminuir os gases.»

«O Aeoro-om ajuda a acalmar a criança», explica Martins Roque, argumentando:

«A verdade é que para muitos pode parecer inócuo, mas verificamos que ao parar com o medicamento as cólicas voltam. Não sabemos se é por razões psicológicas, mas a verdade é que funciona.»

Por outro lado, o Dr. Libério Ribeiro, pediatra e presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, indica que «não há nenhuma panaceia totalmente eficaz para as cólicas do lactente. A educação dos pais nas relações com o filho é o primeiro passo e talvez o mais importante. O aleitamento materno e a utilização de leites especiais podem ser necessários. A administração de chás de ervas (maçã, anis, camomila, canela e menta) é aconselhada por alguns médicos, embora de resultados discutíveis».

«Há medicamentos em gotas que, pelo seu efeito antiespasmódico ou antiflatulente, conferem algum alívio ao bebé», continua Libério Ribeiro, acrescentando:

«Medidas como massajar a barriga do bebé ao mesmo tempo que se flectem os joelhos sobre o abdómen, ou deitar o bebé no colo de barriga para baixo, podem ajudar a aliviar as cólicas. No caso de haver prisão de ventre, podem ser utilizados medicamentos tipo laxante, que aceleram o movimento do intestino, mas nunca devem ser dados sem prévia indicação do pediatra.»

As causas exactas das cólicas não são conhecidas, mas são colocadas várias hipóteses: alguns especialistas apontam a alergia ao leite materno, ou aos leites artificiais, mas a verdade é que quando se faz a substituição o problema não fica resolvido.

Outra explicação para a ocorrência de cólicas tem que ver com a dificuldade na eructação e na passagem do ar através do intestino, havendo também quem «responsabilize» a imaturidade do aparelho digestivo e a alimentação. Existem, ainda, estudos que indicam que o final de uma gravidez com angústia e ansiedade se reflecte no recém-nascido através do choro e das cólicas.

Todavia, não é um problema grave. Além disso, é passageiro.
«É fundamental a nossa capacidade de tranquilizar os pais, de lhes dizer que a criança está bem, que não tem nenhum problema de saúde e que não há razão para estarem preocupados», alerta Herculano Rocha.

Sofia Filipe - Médicos de Portugal.com